[dropcap]E[/dropcap]u pouco li e vi sobre o filme. Até por isso fui de olhos e ouvidos abertos e me surpreendi muito. E positivamente.
Antes de começar a falar desse filme tenho que confessar que, apesar de ter assistido os filmes originais do século passado, não me lembro de nada da história. O mais próximo que tenho é o filme de 2001 com Mark Whalberg e esse eu faço questão de esquecer.
Agora sim! Uma sinopse rápida: o jovem cientista James Franco está pesquisando a cura do Alzheimer para seu pai, John Lithgow, e as principais cobaias de seu experimento são chimpanzés dada a semelhança do organismo com a dos seres humanos. Uma das cobaias usadas para os testes está grávida e a ação do medicamento sobre o bebê dá a origem a um macaco com inteligência próxima a dos seres humanos. Daí a trama desenrola…
Nos primeiros 50 minutos de filme não existe personagem mais carismático e que Cesar, o chimpanzé inteligente da sinopse. As situações familiares que ele passa, as descobertas vividas graças a sua curiosidade de criança e as expressões faciais desenhadas com perfeição pela equipe de efeitos especiais fazem você acreditar que está vendo uma criança/adolescente e não um macaco.
Sem dúvida o personagem principal da trama é Cesar (Andy Serkis), que faz com que todos os outros personagens humanos tenham um relevância inferior, até mesmo as estrelas James Franco e John Lithgow. O papel principal feminino é de Freida Pinto, do vencedor do Oscar Quem Quer ser um Milionário?, que não agrega muita coisa para a história. Outros atores que merecem menções são Brian Cox, que já trabalhou com o diretor em filmes anteriores, e Tom Felton, o Draco Malfoy da série Harry Potter, ainda fazendo papel de moleque babaca.
Durante todo o filme, mesmo próximo do fim, me perguntei como o planeta teria os símios como forma de vida predominante e, apesar de algumas cenas dando o direcionamento disso, só senti a pergunta respondida (e de forma bastante singela) durante os créditos principais do filme. Simples e muito funcional!
A direção é do pouco experiente Rupert Wyatt (The Escapist, 2008), que não deixou nada a desejar quanto aos mais experientes. Mostrando que é capaz de trabalhar em pequenas, médias e grandes produções.
Um tópico que deve ser muito louvado do filme são os efeitos especiais. Não tenho dúvidas que hoje a WETA é a melhor empresa de efeitos especiais de Hollywood, deixando a Insdustrial Light & Magic, do George Lucas, no chinelo. Sei que a técnica usada para criação dos macacos principais do filme se baseiam em captura de movimentos, mas outras cenas, como a de John Lithgow com o bebê Cesar se tornam mais belas graças aos efeitos.
As congratulações para as capturas de movimento vão para o excelente Andy Serkis e todos os dublês responsáveis pelos macacos, chimpanzés, orangotangos e gorilas principais do filme.
Muito recomendado para todos, especialmente pela beleza aos olhos que são os efeitos especiais.
[learn_more caption=”Ficha Técnica”]Título Original: Rise of the Planet of the Apes
Direção: Ruper Wyatt
Ano: 2011
Elenco: James Franco, Andy Serkis, Freida Pinto, John Lithgow, Brian Cox, Tom Felton, David Oyelowo e Tyler Labine[/learn_more]

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