Meu Deos! ÉÂ possível fazer um filme ruim e ainda assim conseguir distribuí-lo nas salas de cinema 3D, fazer as pessoas pagarem um preço exorbitante pelo ingresso? Sim, é possível! Terror na Água 3D (Shark Night 3D, 2011) é a prova disso.
O filme conta a história de um grupo de amigos de faculdade que resolve passar um feriado na casa de veraneio de um deles, que fica em uma ilha dentro de um grande lago. O que eles não sabem é que o lago está infestado de tubarões de todas as espécies dos perigosos aos dóceis, todos famintos por carne humana!
Roteiro, interpretações e direção oscilam entre o sério e o trash, mas não conseguem se firmar em nenhum dos lados, fazendo feio em ambos. O mais perto de um estilo que o Terror na Água 3D consegue chegar é da comédia. O roteiro joga fora a concordância e a verossimilhança, divertindo o público quando mostra tubarões saltando como golfinhos ou quando apresenta motivações beirando o ridículo.
O elenco, que é principalmente composto de atores oriundos de séries de televisão, filmes trash e continuações que não deram certo, faz exatamente o que os levou para esse filme: nada (com direito a todos os trocadilhos)!
A direção (ou falta dela) é de David R. Ellis, responsável pelo clássico pop Serpentes a Bordo (Snakes on a Plane, 2006) e pelos fraquinhos Premonição 2 e 4. A verdadeira vocação de Ellis é mesmo servir como dublê, relembrando os tempos de Scarface (1983) e Máquina Mortífera (Lethal Weapon, 1987).
Os efeitos especiais são um show a parte. Uma pena que um show de horrores. O uso de efeitos 3D é completamente desnecessário. Especialmente pelo fato de ter sido convertido e não acrescentar nada à experiência de assistir o filme.
Assistir esse filme é perda de tempo e dinheiro. Com certeza morri um pouco quando saí da sala de cinema. Fiquem à uma distância segura!

