Marido falido.Mulher com problemas de relacionamento. Filha adolescente cansada de ser tolida pelos pais. Uma casa gigantescamente grande e sem sentido. Um grupo de assaltantes sem pé nem cabeça. Cenário ideal para manter uma família como refém.
Em Reféns (Trespass, 2011), novo filme do diretor Joel Schumacher, são esse os elementos que falharão em tentar prender sua atenção nas telas do cinema.
Neste thriller de sequestro tudo o que você está vendo é exatamente o que você está vendo. Não existem reviravoltas, plot twists ou revelações que te deixam com a pulga atrás da orelha. O filme, no quesito roteiro, é tão liso e previsível quanto uma pista de patinação do gelo.
Nicholas Cage faz o papel que ele sempre faz em todos os filmes, holofotes para o penteado vaca-lambida. Nicole Kidman, em um papel que poderia ter sido de qualquer pessoa, inclusive de uma boneca inflável. E para mostrar que um bom ator também precisa de um bom roteiro, nem mesmo Liana Liberato, a adolescente do excelente filme Confiar, esteve digna de algum elogio.
E não foi dessa vez que Joel Schumacher pôde fazer novamente um filme de qualidade. Bastante aquém de Tempo de Matar (1996) e Por um Fio (2002). Quase, mas quase eu senti falta dos Batmans.
Poupe seu tempo. Poupe seu dinheiro e fique longe das salas de cinema para assistir este filme. Se você quer mesmo ver a beleza (já começando a mostrar sinais de envelhecimento) de Nicole Kidman, espere pelo Blu-ray.
